
Patrono : Manuel Bandeira
Acadêmica : Edi Almeida
"Apogeu Poético, em homenagem póstuma ao grande poeta
António Aleixo." (1899 / 1949 ).
Tema : Poeta Visionário.
Poeta popular algarvio, de origens humildes, só deu os primeiros passos na leitura e na escrita aos 20 anos, altura em que cumpriu o serviço militar. Sem estudos, aprendeu com a cultura da vida, absorvendo o mundo à sua volta e interpretando-o através do seu dom para as quadras. Os temas são variados: «a religião e a riqueza, a guerra e os homens, os ofícios e a política» (p. 12).
Quando Começo a Cantar… foi o primeiro livro que publicou, pelo Círculo Cultural do Algarve, tendo esgotado num mês as 1100 cópias, mas a maior compilação da sua obra, Este Livro Que Vos Deixo…, só chegou à estampa em 1969, 20 anos após a sua morte. Do povo para o povo, a obra poética de António Aleixo ainda hoje é citada por alguns como se tratando de património oral, de autor desconhecido para quem cita. Algumas quadras:
«Uma mosca sem valor
Pousa com a mesma alegria
Na careca de um doutor
Como em qualquer porcaria.» (p. 49)
«Quem veste o que lhe dão,
Vive sempre num inferno,
Traz sobretudo no Verão
E anda em camisa de Inverno.» (p. 113)
«P’rá mentira ser segura
E atingir profundidade
Tem que trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade.» (p. 153)
António Aleixo – O Poeta do Povo apresenta o homem e o escritor improvável, analisando a época e o contexto, a influência da família, da vida laboral, da emigração, da doença, a comparação com a vida e obra do trovador beirão Gonçalo Anes Bandarra, a amizade com Miguel Torga. Ponto de partida para a leitura das obras de António Aleixo, ou de chegada, para quem já as conhece e melhor pretende interpretá-las.
( Âncora Editora )
Ah, poeta
Quisera ter te conhecido...quisera, voltar no tempo, abraçar-te por um momento, nobre poeta sofrido.
Deixaste a tua história, o teu ser único, nas quadras, nos versos,
nos livros ...tua retórica além do seu tempo, n'alma tua que via o que para outros era invisível.
Mas com maestria, contavas como ninguém, nos teus escritos, cantando nas feiras de antigamente.
Hoje eu te homenageio, na minha modesta escrita.
Poeta Visionário António Aleixo, Patrono dessa nossa Academia.
E.A
Nenhum comentário:
Postar um comentário