sábado, 22 de outubro de 2016

Meu Patrono Visto Por Mim - Elisabete Decoló.

Patrono; Alvares de Azevedo.
Acadêmica: Elisabete Decoló.
Membro honorário.
Evento:Meu Patrono Visto Por Mim.

Alvares de Azevedo morreu jovem, com apenas 21 anos, mas deixou sua marca na literatura romântica. O autor pertenceu à 2ª fase do romantismo brasileiro e buscava inspiração no poeta britânico Lord Byron. O amor inalcançável e o pessimismo são temas constantes nas obras do escritor brasileiro.
Escolhido por Coelho Neto, Álvares de Azevedo é o patrono da cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL). O escritor deixou obras marcantes para a literatura, como “Lira dos Vinte Anos”, “Noite na Taverna” e “Macário”. A primeira, faria parte de uma trilogia de liras, cada uma seria escrita por um autor. Aurelino Lessa e Bernardo Guimarães eram os sócios de Azevedo nessa empreitada.
MOVIMENTO LITERÁRIO
O escritor faz parte da 2ª fase do romantismo brasileiro, o movimento conhecido como ultra-romantismo foi fortemente influenciado pelo poeta britânico Lord Byron.
Estilo
Os textos do autor costumam apresentar certa agilidade, como se houvesse um nervosismo na escrita. Apesar do pouco tempo de vida, o poeta escreveu enquanto pôde em grande quantidade, mas teve pouco tempo para estabelecer um estilo próprio. É possível perceber traços do pessimismo e da melancolia na obra de Azevedo, elementos característicos também na obra do poeta Byron. Elementos de humor e drama em algumas obras, assim como traços de ironia, também são perceptíveis.
BIOGRAFIA
Nascido em São Paulo, Manuel Antônio Álvares de Azevedo viveu os primeiros anos de vida no Rio de Janeiro. Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo, na época estudante de Direito, e Maria Luísa Mota Azevedo, o escritor retornou para a cidade natal para seguir os passos do pai na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
PRINCIPAIS OBRAS
Lira dos Vinte Anos
Macário
Noite na Taverna
Durante a faculdade, o envolvimento com as letras ficou mais forte. Foi nessa época, em 1849, que fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano. Além disso, fez parte, com outros amigos poetas, da Sociedade Epicuréia. Morreu em 1852, com apenas 21 anos, e não chegou a concluir o curso de Direito. Morreu doente, tuberculoso, como muitos poetas.
Escreveu o poema “Se eu morresse amanhã” pouco tempo antes de sua morte.

16/10/201


Meu Patrono Visto Por Mim - Vânia Oliveira

Patrono: Pixinguinha
Acadêmica: Vânia Oliveira
Cadeira: 20
Evento - Meu Patrono Visto Por Mim..

Quem sou eu pra relatar,
Meu patrono Pixinguinha
Excelência em poetar
Vocação, talento tinha.

Quem nunca cantou um dia,
O clássico Carinhoso,
Marcou com sabedoria
Um músico valioso.

Fico aqui a engrandecer,
De uma forma simplesinha,
E também pra agradecer,
Quem ouvir meu Pixinguinha.

Vânia Oliveira
15/10/16

(Interpretado por Choro Fino)



Meu Patrono Visto Por Mim - Sônia M.Gonçalves

Patrono: William Shakespeare
Acadêmica honorária: Sônia M.Gonçalves 
Evento:Meu Patrono Visto Por Mim.

Shakespeare sempre Fabuloso!
Ainda hoje após 400 anos de sua morte é o Bardo sempre famoso e lembrado por tanto tempo, escritor, dramaturgo e também ator das peças que ele mesmo escrevia...Morreu jovem ainda segundo consta aos 52 anos...Contudo, tudo é muito vago afinal são mais de 4 séculos de sua passagem.Presto aqui minha homenagem a esse tão grandioso escritor inglês, tido como o mais influente dramaturgo do mundo!Reconhecido como poeta nacional da Inglaterra."Bardo do Avon", um rio situado nos condados da Inglaterra.Ou simplesmente "The Bard"O Bardo.Deixou-nos um legado fabuloso 38 peças, 2 longos poemas e 154 sonetos maravilhosos!

O Menestrel - William Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

Meu Patrono Visto Por Mim - Simone Medeiros

Patrono: Paulo Leminski
Acadêmica: Simone Medeiros
Cadeira: 17

Meu Patrono Visto Por Mim

Tão excitante falar de meu patrono
Soa-me nos dedos sensações inquietantes
Tuas poesias carregam versos itinerantes
Nos fazendo mudar de sensações a cada instante
Deveriam ter te colocado em um trono
Pois, fostes aqui, no Brasil o 'rei' dos Haikais
Passeou por tantos lugares tua mente
Sorveu-lhes toda a essência, especialmente
Paulo Leminski, tu és pra mim, u' poeta irreverente
Pois, temos no íntimo algo em comum
Gostamos da vida, seja ela de qual sentido vier
Gostamos de versejar, sejam quais forem os sentimentos
Somos ecléticos nos pensamentos e ideais
Somos naturais, seres imperfeitos, nada convencionais
Gostamos, simplesmente do que nos faz bem,
Como todo bom e irreverente poeta,
Gostamos de escrever poesias, aceitamos poeticamente,
O que nos foi prometido, para o nosso bem...

(Simone Medeiros)


Meu Patrono Visto Por Mim - Simone Moises

Patronesse :Clarice Lispector
Acadêmica: Simone Moises
Cadeira: 10
Meu Patrono Visto Por Mim

EPIFANIA E CLARICE LISPECTOR

Contista e romancista
Ela é do período modernista
Oras subjetiva e introspectiva
Mas também realista e expressiva.
Convida o leitor ao clímax
E a reflexão de questões existencialista.
De um turbilhão de emoções pensamentos e reflexões.
Com leituras recheadas de confusões, singularidades
E principalmente inovações.
Fluxos de consciências e epifanias, suas características.
Com privilegiadas expressões linguísticas.
Clarice explorava temáticas
Psicológicas de modo profundo.
Como não querer esboçar, o entendimento, a essência e a visão do seu mundo?.

SyMoises 12 Outubro 2016


Meu Patrono Visto Por Mim - Sanjo Muchanga

Patrono : Affonso Romano Santanna
Académico : Sanjo Muchanga
Cadeira : 08
Evento - Meu Patrono Visto Por Mim

Luto pela pátria
E pelos meus irmãos
Estrangulados pela fome
Luto pela miséria
Programada pelos políticos
De meia tigela
Luto pela guerra
Orquestrada pelos hipócritas
Que nos governas
Luto pelo luto
Do filho amado
Da minha terra
Luto para ser livre
Livre das guerras
Livre das torturas políticas.
Eu luto para por fim
Ao luto da minha terra.

Sanjo Muchanga



Meu Patrono Visto por Mim - Rita Helena Neves.

Patrono : Olavo Bilac.
Acadêmica : Rita Helena Neves.
Cadeira : 22
Meu Patrono Visto por Mim

Eleito o Príncipe dos poetas Olavo Bilac nasceu em um berço nobre, filho do primeiro Marquês de Maricá, de onde herdou sem dúvida, no sangue e na alma, sua austeridade 
Teve uma infância cercada de histórias e hinos militares. o que contribuiu para o desenvolvimento de duas características muito presentes em sua obra... o nacionalismo e a imaginação
Em 1880, entrou para a Faculdade de Medicina, por vontade do pai, e depois Direito, sem concluir nenhum dos cursos
Olavo Bilac dedicou-se à poesia e ao jornalismo, publicou suas primeiras poesias, em 1883, na Gazeta Acadêmica. Nesse mesmo ano, conheceu Alberto de Oliveira e sua irmã Amélia de Oliveira, por quem se apaixonou, mas foi impedido de casar, pois a família não aceitava a vida boêmia do poeta..
No entanto foi na boêmia que provavelmente Bilac misturou a sua linhagem clássica à raça e ao tempero do povo,sempre presente em sua inspiração
Era um orador eloquente, que defendeu importantes causas políticas, a de maior destaque foi a luta em prol do serviço militar obrigatório. Em 1889, escreveu o Hino à Bandeira, mostrando todo o seu amor pela pátria e seu espírito rebelde,opondo-se ao governo de Floriano Peixoto foi preso e exilado em Ouro Preto, então capital de Minas Gerais, onde escreveu “O Caçador de Esmeraldas”. Em 1897, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.
A bandeira brasileira, que é um símbolo nacional, foi homenageada por Olavo Bilac em seu hino à bandeira
“Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Olavo Bilac formou junto com Raimundo Correia e Alberto de Oliveira, a famosa “Tríade Parnasiana”, inspirado na mitologia greco-romana, abordando-a nas poesias “O Julgamento de Frinéia”, “Messalina”, “Lendo a Ilíada” etc. O livro “Profissão de Fé” se tornou uma espécie de postulado do Parnasianismo. Para ele, o poeta deveria trabalhar as palavras minuciosamente, procurando a perfeição formal, a pureza linguística e a elegância do vocabulário. 
Nos saraus e salões literários típicos da época, seus sonetos eram exaustivamente declarados. Segundo o poeta Manuel Bandeira, isso ocorreu em virtude da fluência de Bilac na linguagem e na métrica, além de sua sensualidade sempre à flor da pele. Para Bandeira, esse conjunto tornava-o muito acessível ao grande público. Embora fosse Parnasiano de alma, possuía uma sensibilidade próxima ao subjetivismo romântico. Veja isso no poema “Um beijo”:
“Foste o beijo melhor da minha vida, 
ou talvez o pior...Glória e tormento,"
Olavo Bilac faleceu aos 53 anos, no dia 28 de dezembro de 1918, em sua cidade natal, o Rio de Janeiro. Entretanto, seus poemas permaneceram vivos na Literatura Brasileira, sendo impossível falar no Parnasianismo Brasileiro sem falar em Olavo Bilac.
O que é Parnasianismo:
Parnasianismo é uma escola literária que surgiu na França em meados do século XIX, que tinha como objetivo a criação de "poesias perfeitas", valorizando a forma e a linguagem culta, e criticando o sentimentalismo do Romantismo.
Etimologicamente, a palavra "parnasianismo" surgiu a partir do grego "Parnassus", lugar onde, de acordo com a mitologia grega, viviam as musas e ninfas; além de ser a casa do deus Ápolo e da poesia. O nome deste movimento literário também foi escolhido em homenagem à primeira publicação parnasiana, intitulada "Le parnasse contemporain", que continha todas as características base desta escola.
Num dos mais belos poemas, Bilac revela todo o seu arrependimento de não poder ter vivido mais intensamente do que desejou.

"Remorso"

Às vezes uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando,
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah ! Mais cem vidas ! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando !
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude.
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse !

Meu Patrono Visto Por Mim - Nillo Costa.

Patrono;Almeida Garret.
Acadêmico;Nillo Costa.
Cadeira;09
MEU PATRONO VISTO POR MIM

Quem conhece o poeta romancista,
escritor,autor de peças teatrais e outros,
o Poeta Almeida Garret;poeta português.
considerado um dos mais importantes
escritor do romantismo,um grande
Português nascido no porto,
Um poeta que possui um forte caráter,
Um poeta romântico,autor de vários
textos políticos,históricos,mais foi na poesia
que se destacou com muito ênfase...
...POR ISSO,
Quando
ele sonhava
os teus
cinco sentidos,
o levaram a uma
única mulher.
"HELENA"
o nome dela o fazia
suspirar de amor,
de saudade,sonhar.
Anjo és teus olhos,
que os olhos dele
cegou de tanto amor.

__Nillo Sergio___
@PoetaDoBalcão.


Meu Patrono Visto Por Mim - Mauricio Duarte

Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 18.
Evento : Meu Patrono Visto Por Mim

A obra de Paulo Coelho é um sucesso editorial, é um fenômeno editorial. Mas não é só isso. Sua obra é marcada por um estilo próprio que, mesmo quando contestado ou criticado, transpassa como água límpida e cristalina, tão simples como o sol de verão, banhando com seus raios quem aproveita o bem estar ao ar livre.
Sendo um dos 20 escritores mais lidos do mundo, juntamente com Gabriel García Márquez ou Umberto Eco, Paulo Coelho apresenta em sua literatura o que pode ser considerada por muitos, trivial. Porém numa leitura mais detalhada, é percebido que o seu charme new age que vem de encontro da sede de transcendência e de metafísica – e de lucidez – só poderia utilizar-se de uma linguagem simples, sintética e objetiva para efetivar esse tipo de abordagem estilística. A forma é o conteúdo e o conteúdo é a forma. Por que dizer esotérico e dizer hermético, é dizer difícil e complexo. Só pode ser soletrado pelo leitor médio contemporâneo junto com simplicidade e fluidez.
A saída fácil que alguns afirmam sobre a obra do autor, não se sustenta. Escrever sobre sentimentos humanos com um caldo de cultura new age e de espiritualidade profunda não é tarefa fácil. É para quem conhece e dialoga com os meandros da escrita em consonância com o sonho da conspiração mística e com a literatura atual ao mesmo tempo. É para quem sabe da importância de pesquisadores do esotérico e da contracultura como Alan Watts, Osho, Krishnamurti, Fritoj Capra, dentre outros pensadores e iluminados que revolucionaram nossa forma de sentir a vida no século XX e consequentemente nossas existências no atual século XXI.
Vejamos os seguintes trechos de As Valkírias de Paulo Coelho:
“[...]Toda tarde, antes que Vahalla viesse chamar Paulo para passear no deserto, ele e Chris praticavam a canalização, e conversavam com seus anjos. Embora o canal ainda não estivesse completamente aberto, sentiam a presença da proteção constante, do amor e da paz. Ouviam frases sem sentido, tinham algumas intuições, e muitas vezes a única sensação era de alegria – nada mais. Entretanto, sabiam que conversavam com anjos, e que os anjos estavam contentes[...].” (As Valkírias, pág 83)
“[...]Um dia chegará em que os que batem na porta verão ela se abrir; os que pedem, receberão; os que choram, serão consolados[...].” (As Valkírias, págs 236-237)
Segundo Gabriel Perissé, mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH – USP, “Paulo Coelho é amado em virtude do seu gnosticismo sincrético, seu esoterismo exotérico, seu catolicismo reencarnacionista, sua sensibilidade agudíssima para as demandas espirituais e psíquicas do nosso tempo, sua sabedoria tão despretensiosa [...]”
Numa frase atribuída ao escritor quando se referia a Jorge Luis Borges, o autor afirma em texto publicado pelo Jornal do Brasil em 27/07/1996, “o negócio é não complicar.”
Em suma, privilegiando o mistério, o sonho e o oculto, o autor surgiu como um paradigma, como um exemplo para quem busca respostas mais “elevadas” num contexto social desequilibrado, ao mesmo tempo individualista e massificante, tecnologicamente avançado e espiritualmente abandonado, pluralista, mas tacanho.
A simplicidade é a chave da literatura de Paulo Coelho, que preza tanto pela boa escrita quanto pela mensagem, pela essência do que está sendo dito, característica que é encontrada em raríssimas obras literárias hoje em dia.

Referências:
Paulo Coelho - Fenômeno Editorial - site -http://www.hottopos.com/mirand4/suplem4/paulo.htm 
Gabriel Perissé - Mestre em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP
e Fundador da ONG Projeto Literário Mosaico

As Valkirias - livro - Paulo Coelho - Editora Rocco - Rio de Janeiro - 1995


Meu Patrono Visto Por Mim - Luiza Senis

Patrono : Vinicius de Moraes
Acadêmica : Luiza Senis
Cadeira : 33.
Evento : Meu Patrono Visto Por Mim

Ode a Vinicius de Moraes

Meu poetinha me encanta
Com tantas facetas, me vejo
na sua alegria, no gosto pela
Poesia , na paz sem euforia
Me encanta ouvir sua melodia
em nome de tantas Marias
Sublimado poeta por essência
apaixonado.
Fazendo da vida sua casa
Intimidade com o copo até
demais, talvez tenha encurtado
seus dias
Um cigarro um uísque uma
poesia,
Assim era nada mais .
O pra sempre amado
Vinicius de Moraes.



Luiza Senis

Meu Patrono Visto Por Mim - Maria S. P Silva – Kainha Brito

Patrono: J. G. de Araujo Jorge
Acadêmica: Maria S. P Silva – Kainha Brito
Cadeira 14
Meu Patrono Visto Por Mim

Admiro meu Patrono J. G, De Araújo
Jorge, por ser em primeiro lugar, um
Ser humano sensível e voltado para o
Povo, amava política, foi deputado federal
Participava das lutas anti-fascista lutou
Contra o “Estado Novo” regime ditatorial
Do Governo Vargas e foi preso por isso
Desde criança já entrou para o mundo da 
Poesia e já colaborava com a imprensa 
Estudantil. Meu patrono, li várias obras 
Suas, senti à sua sensibilidade à flor da 
Pele, senti a ternura da sua alma e a 
Profundeza do seu senti, encantei-me, 
Com suas poesias, me emocionei a ponto
de chorar, lendo as últimas estrofes da sua
Poesia: Os versos que te dou. Sua forma 
Simples bela e intensa de expressar seus 
Sentimentos, tocaram mina alma e o meu 
Coração, romântico, apaixonado, ousado e 
Intenso aplausos mil ao meu patrono J. G. 
De Araújo Jorge. Foi chamado, de o poeta 
Do povo e da mocidade, por causa da sua
Mensagem social e política e por sua obra
Lírica e linguagem simples, romântica e 
Moderna. Foi um dos poetas mais lidos 
E talvez por isso mesmo, o mais combatido
Do Brasil. Muito popular, alcançando os 
Jovens e o povo em geral, suas poesias 
Tocam o coração e a alma das pessoas, 
Porque falam de amor, de sentimentos, 
Profundos e traduzem seus desejos,
Angustias e esperanças, sinto-me 
Tocada, profundamente, com suas 
Poesias. o vejo, como um homem 
Maravilhoso, amável, intenso e de 
Alma linda! Romântico, sensível e
Admirável em toda a sua maneira 
De ser, José Guilherme de Araújo 
Jorge, nasceu em Vila de Tarauacá,
Estado do acre aos 20 de Maio de 
De 1914 onde passou sua Infância
Foi casado com Maria Souza de Araújo 
José Guilherme de Araujo Jorge.faleceu 
Em 27/janeiro/ 1987

Kainha Brito
Direitos Autorais Preservados



Meu Patrono Visto Por Mim - Elias Torres

Patrono: Graciliano Ramos 
Acadêmico: Elias Torres 
Cadeira: 13
Meu Patrono Visto Por Mim.

Meu patrono, Graciliano Ramos foi um escritor brasileiro. O romance "Vidas Secas" foi sua obra de maior destaque. É considerado o melhor ficcionista do modernismo e o prosador mais importante da segunda fase do Modernismo. Suas obras embora tratem de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam uma visão crítica das relações humanas, que as tornam de interesse universal. Seus livros foram traduzidos para vários países. Seus trabalhos "Vidas Secas", "São Bernardo" e "Memórias do Cárcere", foram levados para o cinema. Recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner, dos Estados Unidos, pela obra "Vidas Secas".

Graciliano Ramosnasceu na cidade de Quebrângulo, Alagoas, no dia 27 de outubro de 1892. Era o primogênito de quinze filhos, de uma família de classe média do sertão nordestino. Passou parte de sua infância na cidade de Buíque, em Pernambuco, e parte em Viçosa, Alagoas. Fez seus estudos secundários em Maceió. Não cursou nenhuma faculdade.

Era uma pessoa de uma personalidade forte, não era covarde, falava claramente às claras e não se curvava as autoridades. Foi preso pela ditadura de Getúlio Vargas sob acusação (não formalizada) de ter conspirado no mal sucedido levante comunista de novembro de 1935. Sofreu muito, devido a muitas mudanças de prisões ficou doente. E veio a falecer no dia 20 de março de 1953 vitima de câncer no pulmão.


Meu Patrono Visto Por Mim - Maria Ivoneide Juvino de Melo

Patrono : Ferreira Gullar.
Acadêmica : Maria Ivoneide Juvino de Melo.
Evento : Meu Patrono Visto Por Mim

Nascido em São Luis do Maranhão, em 1930, Ferreira Gullar, procurou apontar em sua obra a problemática da vida política e social do homem brasileiro.

De uma forma precisa e profundamente poética traçou rumos e participou ativamente das mudanças políticas e sociais brasileiras, o que lhe levou à prisão juntamente com Paulo Francis, Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1968 e posteriormente ao exílio em 1971 .

Poeta, crítico, teatrólogo e intelectual, Ferreira Gullar entra para a história da literatura como um dos maiores expoentes e influenciadores de toda uma geração de artistas dos mais diversos segmentos das artes brasileiras.
Anarquista, homem de brio e sensível ao suave e ao fascínio , enérgico quando é pra defender a causa justa da sociedade que ele acredita e leva adiante na sua poesia!Este é o poeta, escritor, tradutor, crítico de arte quem represento com grande honra e prazer!
PRIMEIROS ANOS

Para uma vida de merda
nasci em 1930
na rua dos prazeres

Nas tábuas velhas do assoalho
por onde me arrastei
conheci baratas, formigas carregando espadas
caranguejeiras
que nada me ensinaram
exceto o terror

Em frente ao muro negro no quintal
as galinhas ciscavam, o girassol
Gritava asfixiado
longe longe do mar
(longe do amor)

E no entanto o mar jazia perto
detrás de mirantes e palmeiras
embrulhado em seu barulho azul

E as tardes sonoras
rolavam
sobre nossos telhados
sobre nossas vidas .
Do meu quarto
ouvia o século XX
farfalhando nas árvores lá fora.

Depois me suspenderam pela gola
me esfregaram na lama
me chutaram os colhões
e me soltaram zonzo
em plena capital do país
sem ter sequer uma arma na mão.

(Buenos Aires, 1975)

Meu Patrono Visto Por Mim - José Leite Guerra

Patrono : Manoel de Barros 
Acadêmico : José Leite Guerra
Cadeira : 05
Meu Patrono Visto Por Mim

MANOEL, POETA DA TRANSFIGURAÇÃO

Manoel de Barros é um erudito em captar a dimensão filosófica da natureza. A acuidade do poeta curitibano está no congraçamento e na exploração do invisível contido nas motivações de seus temas. 
Considerado por uns como primitivo. Concordo. Mas, melhor o classifico como poeta primitivista, pintor de ritmos e fluorescências como poucos. Em seus traços de forma e conteúdo consegue harmonizar um “colorido” literário, dentro de uma movimentação exótica ou ex-ótica (fora da ótica ortodoxamente classificada). Seriam poemas naifes? Deriva, tartamudeia o facilmente apreensível, confunde estilísticas bem alinhadas, bem compostas e confortavelmente assentadas em regras e mandamentos retilíneos. Um explorador de novidades, um mágico que puxa palavras de nadas e as transforma em tudos. Um percuciente malabarista que sacode na página a genialidade de estilo afrontoso, muitas vezes. Tal inquietude de Manoel de Barros nos lembra a de alguém que sabe o que elabora, todavia se deixa ingressar num “ambiente psicológico” em comunhão com a natureza mais sublime ofertada pela fauna e pela flora. Ou pela criança que saltita em sua alma larga, sem medo de quebrar jarros de paradigmas. 
O universo manuelino merece melhor atenção. Poeta de grandeza sublime. Maior ou menor? Nem uma coisa nem outra. Apenas um poeta diferente com poemas diferenciais. Largado no entorno de si mesmo procura no cenário natal, o que muitos classificam como “surrealismo pantaneiro”, ou seja, o pantanal visto pela lente criativa de Manoel de Barros não se torna unifocal, porém ressurge, qual inúmeras aquarelas foto-poéticas que se deitam em inimitáveis contornos dados pelo bardo a seus escritos imortais. Explora curiosamente a riqueza íntima da convivência dos abundantes e ricos cenários visíveis e os transforma em metáforas. 
Tal cruzamento de ambiências íntimas, do metamorfosear a matéria para dela fazer surgirem elaborações literárias de equilíbrio e bom gosto, vemos como a tônica predominante na quase totalidade da obra: a espontaneidade, o primitivismo (no sentido de simplicidade expressiva), o surrealismo que delineiam o pensar filosófico-telúrico do que pretende deixar registrado no que escreve. 
Manoel de Barros, um excêntrico, capaz de modificar costumeiros enunciados literários em novíssimos ecos capazes de descentralizar ou desbancar a retilineidade a que se agravam certos modelos ultrapassados. A obra manuelina é paradigmática no concernente a estabelecer uma inovação na construção do poema, não para contrariar ou contradizer uma maneira de escrever poemas, porém para enaltecer a capacidade sem limites de jogar com a Poesia, traduzindo-a em expressões e impressões renovadoras.



Meu Patrono Visto Por Mim - Hudson Ribeiro

Patrono: Walt Whitman.
Acadêmico: Hudson Ribeiro.
Cadeira: 19.
Evento : Meu Patrono Visto Por Mim.

A POESIA VIRAMUNDO DE WALT WHITMAN*
Para ser compreendida em sua plenitude a poesia do vagamundo, Wat Whitman, deve ser dimensionada no tempo e espaço em que foi engendrada, a fundamental inter-relação entre a história, o poeta e a sua obra. Em relação à história, Walt é considerado com justeza o poeta da revolução norte-americana, por isso a liberdade em seus versos ressoam com a força das armas bélicas.
O poeta encarnou em si mesmo o vagamundear como forma de experenciar a vida como ela é, e nessa busca de si mesmo para compreender as coisas, os fatos e as pessoas exerceu inúmeras atividades profissionais e se aventurou com afinco em muitas empreitadas onde a emoção do risco, longe dos conceitos apriorísticos o tornaram capazes de trazer a linguagem apropriada à fala conduzido pelas Musas, “Sermões e lógicas jamais convencem;
O peso da noite cala bem mais
Fundo em minha alma”.
Tal vagamundagem convenceu-o da necessidade de libertar as palavras nos versos livres, libertos e libertários. “Esta manhã, antes do alvorecer, subi numa colina para admirar o céu povoado,
E disse à minha alma: Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?
E minha alma disse: Não, uma vez alcançados esses mundos prosseguiremos no caminho”.
Hodiernamente, falar em revolução sempre soa como algo nostálgico e sem sentido, o máximo que encontramos são pessoas empenhadas em realizar reformas, que pela pouca transformação nas estruturas vigentes, apenas alcança um paliativo social, que o tempo ao seu tempo trata de revelar como nocivas e letais mazelas.
Em relação ao vagamundear, raramente encontramos alguém perambulando pelas ruas do mundo, todos muito atarefados em seus inúmeros afazeres em uma pressa para se ganhar tempo, que logo é consumido em outros afazeres, em uma desorientação muito semelhante a uma corrida de ratos cegos, pois a corrida não é ao encontro de algo ou de alguém, mas é sempre uma corrida de algo ou de alguém e a amiúde de si mesmo, a vida inautêntica odeia se encarar e ficar frente a frente com as suas insuficiências. E a poesia oriunda desse ventre infértil, dissimulasse nas penumbras do jogo das formas, como se a vida pudesse ser contida nas palmas das mãos.
Nesse cenário de niilismo ressentido e não assumido, a poesia realizada não traz em seu bojo a reflexão depurada no alto forno da indagação filosófica, nem nomeia o ser e nem conjuga o sagrado, limita-se a se formalizar e a si mesmo se despontencializa quando é elaborada sem o contexto espaço-temporal.
Ao ler Walt Whitman considerando essa fundamental propedêutica, alcançamos acessar toda a pujança desse poeta, que em nome da liberdade libertou os próprios versos aprisionados em formas hermeticamente fechadas e que já não traduziam a pulsão do nada, que move e alumia a vida.

* Walt Whitman
Walt Whitman (1819-1892) foi um poeta, ensaísta e jornalista norte-americano, foi considerado um dos poetas americanos mais influentes e muitas vezes chamado de “O Pai do Verso Livre”.
Walt Whitman nasceu em Long Island, Nova York, nos Estados Unidos, no dia 31 de maio de 1819. Foi jornalista, professor e funcionário público. Prestou serviços voluntários como enfermeiro durante a Guerra Civil Americana.
Considerado um humanista, suas obras representavam a transição entre o movimento transcendental e o realismo literário. Seu trabalho era muito controverso para seu tempo, principalmente a coleção de poesias “Leaves of Grass” (1855), que foi considerada obscena.
Entre suas obras estão: “A Terrível Dúvida das Aparências”, “Canção de Mim Mesmo”, “Eu Sou o Poeta do Corpo, e Eu Sou o Poeta da Alma” e “Não Me Fechem as Portas”. Walter Whitman faleceu em New Jersey, Estados Unidos, no dia 26 de março de 1892.



Meu Patrono Visto Por Mim - Everaldo Lisboa

Patronesse: Martha Medeiros
Acadêmico : Everaldo Lisboa
Cadeira 12
Meu Patrono Visto Por Mim

Todos os tons.

Ler você é para mim 
Uma exaltação uma alegria
Como não amar ... A própria 
inspiração no verso no texto
nas crônicas que nos trás. 
De uma sensibilidade quê 
vi em poucos poetas da
atualidade
Martha Medeiros marcará 
no tempo e na história 
Seu nome estará tatuado
em cada estrela do espaço 
sideral
Luz de brilho único e
de excepcional encantamento 
Serás eternizada passe o tempo
que for.
Eleita por mim poetisa do
amor, seu fã incondicional 
quero aqui registrar : 
É um prazer te homenagear
todos os tons das cores fortes
aos tons pastéis sou um súdito 
aos seus pés.
Everaldo Lisboa


Meu Patrono Visto Por Mim - Ana Cristina da Costa

Patronesse: Ana Cristina Cesar
Acadêmica: Ana Cristina da Costa
Cadeira: 23
Evento: Meu Patrono Visto Por Mim

Doce Menina

Foi embora muito cedo
Poetisa talentosa
Tinha lá seus tantos medos
Deixou muito texto em prosa

Hoje é minha patronesse
Fazendo em mim bom aprendiz
Eu seria se pudesse
Uma boa e bela atriz

Moça culta irreverente
Num mistério nela envolto
Encantou a todo mundo



Verso livre leve e solto
Sentimento bem profundo
Com sua ‘alma rica e ardente
Ana Cristina da Costa.

Meu Patrono Visto Por Mim - Edi Almeida

Patrono : Manuel Bandeira
Acadêmica : Edi Almeida
Cadeira : 11
Meu Patrono Visto Por Mim

Desvendo-te

Num monólogo extenso
inaudível como se fosse
por empatia
telepatia
nos falamos
Desvendando-te eu soube
até senti os teus conflitos
teus aflitos sentimentos
chorei e sorri com eles
nos tornamos parceiros
silentes conquanto eu
me embebia das tuas
variadas nuances
me encantava lendo-te
desvendando-te 
eu ia me ilustrando
com a tua vida
tua tão extensa obra
repleta de inusitadas histórias
além das minhas memórias
pelo menos desta vida
me ensinaste que a poesia
pode ser simples
oriunda dos temas comuns
que tenham relevância
Que encontramos rimas
e prosas
nos pequenos e nobres gestos
na humildade( Teu Dom Nato)
Desvendo-te ainda na tua
paixão pela vida e pelo teu entendimento 
que a morte é inerente
Nas desolações da sua infância
na doença que o assombrava
mas nem assim a descrevia
como drama ou tragédia
Romântico que se remodelou
com o "Existencialismo"
Desvendou-se Manuel Bandeira
como " O Poeta do Povo"
Reverencio-me ante a tua
majestosa presença
Meu Patrono

Edi Almeida
direitos preservados


Meu Patrono Visto Por Mim - Davyd Vinicius.

Patrono: e. e. cummings.
Acadêmico: Davyd Vinicius.
Cadeira: 01
Meu Patrono Visto Por Mim

E. E. Cummings foi um poeta americano subversivo, que re-inventou a forma de expor em palavras tudo aquilo que dizia seu coração.
Cummings apostou no seu estilo próprio de escrita não fazendo jus ao uso ortodoxo de letras maiúsculas, minúsculas e pontuações, sendo assim criticado por muitos.
Vejo meu patrono como um grande exemplo de persistência e coragem, que acreditou em sua escrita e que disse tudo o que precisava ser dito, da forma que ele acreditava que tinha que ser. Que apesar de ir contra todos, tornou-se uma das vozes mais importantes da literatura no século XX. A escrita é um grande parque de diversões e Cummings soube aproveitá-lo muito bem, se aventurando sem medo nas suas palavras, dando a poesia a sua forma mais pura de expressão



Meu Patrono Visto Por Mim - Cleusa Melo.

Patrono: Renato Russo.
Acadêmica: Cleusa Melo. 
Cadeira: 26
Meu Patrono Visto Por Mim.

Para mim, Renato Russo é o maior músico Brasileiro.
Na sua época com suas letras fortes e questionadoras podemos verificar que após vinte anos da sua morte parecem ser atuais. “Quem ouve, por exemplo, que “País é Esse” ou “Geração Coca-Cola” pela primeira vez acha que foram escritas na semana passada, de tão atuais que são.
Será que Renato Russo conseguia ver o futuro? Ou foi o Brasil que ficou parado com a mesma podridão na política, na educação, na saúde? Afinal que país é esse?
Vamos falar das obras de Renato Russo
Quem nunca se emocionou ao ouvir “Pais e Filhos”, vivendo o mesmo conflito identificando com um dos personagens? Quantos filhos e ou Pais se reconciliaram depois de ouvi-la?
Quem nunca se imaginou ter um romance igual ao do Eduardo e Mônica?
Quem nunca esteve numa roda de amigos tocando violão não cantou uma música do Renato ou preferiu a tarde ir à praia ver como o vento estava?
Quem nunca se imaginou em uma das letras do Renato Russo?
São tantas canções que tocam nossa alma e transbordam nosso coração de alegrias e boas lembranças que até nos emocionam, tenho certeza de que algumas das músicas dele já fizeram parte de algum momento especial da sua vida. Neste momento você está se lembrando ou cantarolando alguma enquanto lê.
Renato tinha uma forma especial de escrever que permitia e permite o ouvinte se transportar para a história de cada uma de suas músicas e imaginá-las em nossas vidas. Conseguia transformar o cotidiano em belas canções, transformar as coisas simples ao seu redor em memoráveis. 
Que País É Esse
Renato Russo

Nas favelas do senado 
sujeira pra todo lado 
ninguém respeita a Constituição 
mas todos acreditam no futuro da nação

que país é este

no amazonas no Araguaia
na baixada fluminense 
Mato Grosso nas gerais 
e no nordeste tudo em paz

na morte eu descanso 
mas o sangue anda solto 
manchando os papéis 
documentos fiéis 
ao descanso do patrão

que país é este

terceiro mundo se for 
piada no exterior mas 
o Brasil vai ficar rico 
vamos faturar um milhão

quando venderemos 
todas as almas 
dos nossos índios 
em um leilão

que país é este..


Meu Patrono Visto Por Mim - Maricler Ruwer

Patrono : Joaquim Moncks 
Acadêmica : Maricler Ruwer
Cadeira : 27
Evento - MEU PATRONO VISTO POR MIM

Quando aposentada, me tranquei entre quatro paredes, mais a poesia e a música, além, é claro de algumas pessoas que são parte, assim como os filhos. Passei então a participar das Redes Sociais... Primeiro o ORKUT, a seguir o FACEBOOK, o qual é hoje uma constante. Foi onde tive a oportunidade de conhecer poetas, além de muita gente que se acha ou se diz poeta. Mas entre os Poetas, tive o privilégio de conhecer, JOAQUIM MONCKS. Grande Mestre, digo Mestre, por pura ousadia. Eu o adotei e me pus no seu caminho de forma tão insistente, que ele não teve outro jeito, se não me aceitar. Lembro ter insistido tanto, chamando-o pelo codinome, POETA DA CONFRATERNIDADE, que acabou aceitando e hoje, orgulhosamente, é assim que o chamo. Ele é fantástico e eu uma simples admiradora que pleiteia seguir as suas pegadas, ao tratar-se de Poesia – as quais concordo, por minha própria convicção, já que utilizava os mesmos passos para a produção de Textos, enquanto atuava na área do Magistério. Mas enganei-me ao sentir a liberdade de escrever qualquer rascunho e chama-lo de poesia, simplesmente por este poder ser considerado parte da Literatura, tornou-se ledo engano, após a chegada do Poeta exigente e Fraterno, como já disse antes, por não apenas estar preocupado com o escrever, mas com a qualidade da produção Poética, a exemplo de como acreditei no enriquecimento dos Textos reestruturados. Graças ao Mestre Joaquim Moncks, posso observar maravilhada, que as Poesias reestruturadas, ficam cada vez melhores. No Facebook, reescrevo o que já havia postado anteriormente, procurando sempre, enriquecer o contexto com o uso das Metáforas, pleiteando a possibilidade de torna-las, cada vez mais Poéticas –Pois como afirma o Mestre, “ não há Poesia sem Metáforas”. Devido aos motivos citados e outros mais, insisto em ser, mesmo que a mais humilde Apóstola, no cultivo do trabalho e dos pensamentos de Joaquim Moncks. Quando então, me deparei com a possibilidade de o apresentar como meu PATRONO, na AVL – Academia Virtual de Letras, não hesitei em escolhê-lo, para compartilhar, o Magnífico trabalho de um Poeta, Mestre Joaquim Moncks, que está entre nós, ao qual muitos outros Poetas, terão o privilégio de conhecer, assim como eu o tive, sem nem pensar, em Posteridade!



Meu Patrono Visto Por Mim - José Manuel Cabrita Neves

Patrono : Antero de Quental
Académico : José Manuel Cabrita Neves
Cadeira : 07
MEU PATRONO VISTO POR MIM

Antero Tarquínio de Quental foi, no meu entender um visionário idealista. 
Procurou por todos os meios dinamizar os seus ideais socialistas, quer criando grupos na Universidade de Coimbra que frequentava, quer editando panfletos, quer ainda criando revistas e jornais onde escrevia os seus conceitos que entendia serem os anseios do povo. Com estas publicações deu origem ao primeiro partido socialista em Portugal.
As mentalidades das forças instaladas no poder, eram contrárias e politicamente, não eram vistas com bons olhos as suas constantes acções revolucionárias.
A sua bondade e os princípios que defendia para a sociedade tentava nos seus escritos bem como nas suas palestras gerar no povo uma revolta, preconizando uma necessidade de mudança no regime monárquico que então reinava.
As forças do poder eram mais fortes que as suas convicções, tendo-o perseguido pela oposição que fazia ao poder instalado.
As classes dominantes não lhe davam espaço e pelo contrário, faziam-lhe a vida num inferno por pensar como pensava.
Formou-se em Filosofia e foi nesta ciência que definiu novos conceitos de vida para o seu povo.
Desenquadrado no tempo procurou sem grande sucesso revolucionar as ideias e conceitos instalados, numa luta constante mas inglória.
Como poeta, foi considerado um dos melhores sonetistas e foi nos seus sonetos que procurou transmitir as suas dúvidas existenciais principalmente questionando a existência de Deus.
Cansado de lutar contra a corrente, desiludido com as pessoas adoeceu e foi no seu agravado estado depressivo que pôs fim à sua vida, suicidando-se aos quarenta e nove anos de idade.
Na verdade, foi, como tantos outros idealistas, ao longo dos tempos, um mártir por desejar mudar para melhor o mundo em que vivia.
José Manuel Cabrita Neves
Carnaxide, 11/10/2016


Meu Patrono Visto Por Mim - Emília Guerra

Patrono : Ariano Suassuna
Acadêmica : Emília Guerra 
Cadeira : 04
Meu Patrono Visto Por Mim

Ode Ao Meu Poeta

A geografia literária do homem e escritor fenomenal, do reino da imaginação, fortalecida na força sertaneja nordestina, no reino de pedra emotiva, de base sustentada de Esperança, desafios e criatividade do Notável Ariano Suassuna, é minha observação e visão de forma a ser retratada, cultivada, respeitada e aplaudida.
Assim, vejo meu Patrono Ariano Suassuna, um homem de extrema fé e confiabilidade no ofício de lidar com a palavra, o sentir, o viver imensuravelmente sendo gente decente, respeitando a simplicidade do homem terra terra na origem da pedra: alicerce da vida, na metáfora da arte de sustentabilidade do verso e da prosa, nos pormenores do fazer acontecer o pensamento atuante de um cavaleiro na imaginação Quixotiana, ao seu modo e gesto, na arte renovada do enxergar o contexto e lida do povo retratado na obra imortalizada que seja na poesia, no teatro, cinema e televisão.
O diálogo serve como base e confronto com o todo, de pura simplicidade e sensibilidade, no confronto das várias realidades dentro da realidade regional de desafios, desacatos, conquistas, intermediações, humor, valentia, revolta e bandeira de ideal ilibado na fronteira destinada á saga de um povo carente de algo novo, na boa nova recheada de ótica revolucionária no artifício intermediado
de transformações a partir da saga Ariana, pura, relevante, atuante, brilhante e feroz, de pedra em punho, de metáforas significativas de
símbolos manejados de suma vitalidade imaginária.
Romanceando: A Pedra do Reino". se fez oferenda, no passo do seu reino, sendo rei sem súditos na gente da ficção espalhada na sábia obra literária. Além de inúmeras obras mais...
Vi o meu patrono pessoalmente, para Ele declamei, e o senti, na gama de sinceridade e desprendimento. em visita exclusiva, nos recebeu e autografou o romance : PEDRA DO REINO.
Vejo o meu Patrono, Ariano Suassuna, muito além das palestras, romances, aula espetáculo, peças de teatro e a obra armorial. Vejo meu Patrono, sem etc. e tal. Vejo meu patrono na vertente, tal o meu coração alcança, na soma de uma festa, da forma que queria ser visto, aplaudido entendido: como poeta. Conforme falou, em relatos de documentários e entrevistas. Nesta minha homenagem em prosa, modesta e singela na Ode ao meu Poeta.

Meu Patrono Visto Por Mim - Antônio C Almeida

Patrono: Cora Coralina
Acadêmico: Antônio C Almeida
Cadeira: 21

Evento - Meu Patrono Visto Por Mim

“Toda Mulher leva um sorriso no rosto e mil 
segredos no coração
Clarice Lispector”

UMA MULHER CHAMADA CORA

Para a mulher os caminhos até o equilíbrio dentro da sociedade foi cercado de eventos de coragem e sacrifício. As mulheres que passaram por uma das datas significativas do direito da mulher viveram um marco histórico social.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova York. Nesta mesma época Cora Coralina contava com 20 anos e tinha escrito os seus primeiros textos aos 14 anos, publicando-os posteriormente nos jornais da cidade de Goiânia, e nos jornais de outras cidades, como constitui exemplo o semanário "Folha do Sul" da cidade goiana de Bela Vista e nos periódicos de outros rincões, assim como a revista A Informação Goiana do Rio de Janeiro, uma afronta para o que seguia nos conceitos de valores da época. 
A 1ª mulher brasileira a tirar um título de eleitor, foi a potyguara Celina Guimarães em 1927 no Rio grande do Norte, onde nasceu o primeiro voto da mulher. No período que se segue desde o Dia Internacional da Mulher até o primeiro voto Cora tinha em 1911 partido para o estado de São Paulo com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas. Viajara com um homem casado, grávida de seu primeiro filho, marcando a época com o confronto com a igreja e sua própria Cidade.
Na década de 60 o movimento feminista invadiu a Europa e os Estados Unidos buscando novos horizontes, queimando sutiãs em praça pública em protesto a antigos padrões sociais, e desde então o universo masculino nunca mais foi o mesmo. No Brasil, a revolução só tomou fôlego de fato na década seguinte. Com a popularização da pílula, a mulher viu-se livre de uma gravidez indesejada.
Em 1956 Cora Coralina retorna a Goiás, mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, cidade que atualmente, mantém uma casa da cultura com seu nome em homenagem. Em 1965 em pleno movimento feminista lançou o seu primeiro livro aos 76 anos de idade e despontou na literatura brasileira como uma de suas maiores expressões na poesia moderna. Em 1982 – mesmo tendo estudado somente até o equivalente ao 2º ano do Ensino Fundamental – recebeu o título de doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Goiás e o Prêmio Intelectual do Ano, sendo, então, a primeira mulher a receber o troféu Juca Pato. 
No Ano de 1984 o Congresso Nacional ratificou a Convenção para eliminar todas as formas de discriminação contra as mulheres, com algumas reservas. No ano seguinte Cora Coralina foi reconhecida como Símbolo Brasileiro do Ano Internacional da Mulher Trabalhadora pela FAO. Morreu em Goiânia, aos 95 anos, em 1985.
Os fatos que cercam o poeta e a sua percepção da realidade o torna a pessoa que transparece em seus poemas. Vivendo as realizações e os sofrimentos de uma luta por igualdade desenhou os seus textos sem revolta, com muita humildade e conquistando tantos corações aflitos. Marcando um século, assegurando sua história como marco na formação de uma nova sociedade. São nas atitudes e realizações que membros da sociedade exigem seus direitos a partir de seus exemplos.
Por: Antonio C Almeida
Referências bibliográficas:
CORA CORALINA - CORAÇÃO VERMELHO 
“Saber Viver" - Cora Coralina (Juca de Oliveira) & "Samba da Bênção" - Vinicius de Moraes
Cora Coralina (1/2) - De Lá Pra Cá - 21/09/2009 – TV Brasil
Enciclopédia Itaú Cultural (s/d). Verbete "Cora Coralina" Itaú Cultural. 
NUNES, César Aparecido. Desvendando a s

Meu Patrono Visto Por Mim - Antonio Montes


Patrono: Augusto dos Anjos
Acadêmico: Antonio Montes 
Cadeira: 16
Evento : Meu Patrono Visto Por Mim

LEMBRANÇA DO POETA

Augusto dos anjos... Paraibano
poeta do descaso e do caos
editou a bagaceira em sua volta
a reles impressão e o entorta
o desmando e o funeral.

Sua rima, expressão própria
vista apenas pelo seu olhar
visualizava da sua porta
a horta sangrando com jugular.

As moscas na ceia da realeza
e os restos jogado aos porcos
aos olhos do poeta, tristeza
e pobreza em seu nobre foco.

Em seu poema dava peia
aos túmulos do mundo mal
tristeza fúnebre era telha
para seus sonetos real.

Rotulou rudes degredos
em suas mais bela obras
da vida partiu muito cedo
saudades ficou em dobra.

Antonio Montes 14/10/16.


Meu Patrono Visto Por Mim - Ana Sofia Carvalho

Patrono : Florbela Espanca
Acadêmica : Ana Sofia Carvalho
Cadeira : 31
Meu Patrono Visto Por Mim

ACRÓSTICO: Florbela Espanca

F eliz não era, nem podia,
L ágrimas, tantas, carpia,
O ntens doídos, amanhãs incertos,
R ios de angústia, íntimos e secretos,
B elos, porém, se os punha em versos,
E ncantados, de profunda melancolia...
L ivre o pensar, medos dispersos,
A mava o amor, a humildade e a poesia!

E nlutada por um pai que era vivo,
S uportava o cruel nome de bastarda...
P orém, aquilo a que não se acostumava,
A usência de afeto, amor não correspondido;
N inguém, nada a preenchia, sempre um vazio;
C aneta em punho, desabafava,
A té um dia decidir que já bastava!

ASC

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

TRADUZIR-SE - FERREIRA GULLAR

Uma parte de mim
é todo mundo;
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera;
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente;
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem;
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte? Ferreira Gullar